terça-feira, 29 de março de 2011

Prédio exclui área de crianças e cria creche para cachorros - FOLHA 27/03/2011 17h15

Na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo), um prédio em construção na rua Fradique Coutinho tem piscina, academia, salão de festas, sauna, sala de jogos e uma área para cães. E nada de playground infantil.

Prédios de SP limitam peso para cachorros e irritam donos
Ataque de cães gera confusão entre vizinhos em Perdizes, em SP

Não tem nada para as crianças, nem parquinho? "Infelizmente, não", diz o corretor Alex Xavier da Silva.

A explicação: no centro da vida boêmia do bairro, o perfil dos moradores do apartamento de 100 m2 --vendido a R$ 1 milhão-- é de solteiros ou de recém-casados sem filhos, mas com cachorros.

Dos últimos 20 prédios construídos pela Gafisa em São Paulo, 11 têm cachorródromos. As benfeitorias vão de pet shops equipados para banho e tosa a áreas para adestramento com equipamentos para exercícios, como pneus para saltos, obstáculos para corridas e túneis.

"Essas áreas surgiram de pedidos dos compradores e da necessidade de criar ambientes. A parte de animais deu muito certo. É muito utilizada pelos donos", diz Melina Fanny Iossephides, gerente de produtos da Gafisa.

Em alguns bairros, a motivação foi a segurança. Cercado de favelas, um prédio no Morumbi (zona oeste) com 260 apartamentos e 120 cachorros construiu um playground canino porque os donos sentiam-se temerosos de andar com animais à noite pela redondeza.

Num prédio do Real Parque (zona oeste), onde mora o bernese Bono, de 50 kg e 1.80 m quando está de pé, os moradores (60 apartamentos e 25 cães) se reuniram para criar um cachorródromo de 50 metros de dimensão.

Vão pagar R$ 50 mil pela obra e contrataram um recreador --R$ 40 por dia, por cachorro-- para trabalhar das 8h às 16h na distração e adestramento dos animais.

"É como se fosse uma creche para os cachorros. Nosso prédio já tem mais cães que crianças", afirma o publicitário Rogério Bonfim.

A preocupação com o bem-estar dos bichos, explicam especialistas em comportamento animal, decorre da maior presença dos cachorros na vida das pessoas.

Antes usados como cães de guarda em casas, os cachorros vivem agora em apartamentos e são tratados como membros da família. E isso fez com que as construtoras criassem novos espaços para essa nova realidade.

"O playground canino nos prédios melhora a qualidade de vida dos cachorros, mas é importante que os machos sejam castrados e que as fêmeas não estejam no cio para não dar confusão", diz Raquel Hama, especialista em comportamento animal da creche canina Dogplace.


CORREIO DO ESTADO
Brasil, Terça-feira, 29 de Março de 2011

Um comentário:

  1. ainda bem que tem gente que reconhece que viver com bicho é saudavel - baixo a pressao...e o bem estar dos bichos é levando em conta na hora de planejar o condominio. Ter cachorro em apartamento não é problema, desde que o proprietário seja responsável - e isto significa - levar o bichinho para passear, nao deixa-lo mais de 4 - 6 horas sozinho, etc. Um cachorro que late SEM PARAR O TEMPO TODO, nao esta recebendo os cuidados necessarios. Tem criança que causa mais stress em predio que bicho, e algum juiz determinou que esta criança fosse retirado do condominio?

    Muito legal estes condominios com cachorrodromos,
    com mais de 60% dos moradores terem cachorros, é um passo excelente- que so pode contribuir para ajudar a gastar a energia dos bichos- e dar uma razao talvez a menos para os outros reclamarem. Nao pensem que sou a favor de ninguem ter que ouvir barulho de ninguem- nem mesmo cachorro latindo- ninguem merece- mas acho que as pessoas passam do limite e se confundem e passam a ser implicantes, e perdem a razao e ai voltamos a vaca fria- falta o tal do bom senso.... e fico entao sonhando em ter um playground canino no meu home sweet home-

    ResponderExcluir